quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012


SOBRE GAÚCHOS E GÁUTCHOS...

Existem muitos gauchos a viver em SC, tantos outros em PR, UY e ARG! Tem em MS, até PY e Chile já ouvi dizer. Aliás, tem muitos riograndenses que não são gaúchos e não é por não serem campeiros, nada a ver.

Como explicar pessoas de tão longe que simplesmente se vêem com um amor profundo por este povo e este chão?

Eu resumiria o SER gaúcho nisso: é um espírito! O Espírito desta Terra! É algo meio índigena... é um amar, proteger, preservar... é difícil de explicar, é preciso sentir...

Quem está em consonância com esse Espírito pode se chamar Gaúcho, com o peito estufado!

Veja com os olhos, mas enxergue com alma! Se alguém se identifica em essência, se considere GAÚCHO de verdad!!!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

DEBATE SOBRE ABORTO NO FACEBOOK - MUITO BOM!

Excelente debate travado agora hà pouco no Facebook, expondo três diferentes visões sobre o mesmo assunto, todas com seus fundamentos válidos, concisos e coerentes, que devem ser respeitados. Exponho aqui para atiçar a reflexão sobre o mesmo.

Cláudia Maria Quintana Castro
Caríssimos, eu sou contra o aborto. Eu não faria um aborto, nunca fiz e mesmo quando tive aqueles atrasos aguniantes eu pensei nessa hipótese. Pois, meu bebê seria fruto de algo, no mínimo, especial, pois é assim que trato o meu corpo e quem tem acesso a ele. Mas ,fingir que todos são assim é romantismo. Discutir e regulamentar o aborto é questão de saúde pública. Mulheres tem o direito de decidir o que fazer de suas vidas e de seu corpo, cabe o Estado e a sociedade pararem de dá as costas para elas e para esse assunto, presos em falsos pudores e a valores que se aplicam no mundo do deve ser e não na vida como essa se apresenta no ano de 2012 d.C.



    • Matheus Cunha Duarte Silva As mulheres tem direito ao seu corpo até haver outra vida em seu seio. A partir daí o Estado deve proteger aquela indefesa vida - que tem direito à vida - como qualquer outra vida!

      Não esquecendo: direito ao corpo e responsabilidade andam lado a lado! ;)


    • Cláudia Maria Quintana Castro Ok Matheus Cunha Duarte Silva, concordo, mais um motivo para regulamentar e não discriminalizar.

    • Marcelo Silva
      Cláudia, também entendo que seja uma questão de saúde pública, e mais, uma questão de educação e cultura (quanto mais cultas e informadas, menos as mulheres se deixam engravidar de forma desprevenida) porém como Umbandista e por acreditar que a decisão sobre o nascimento e a morte pertencem exclusivamente à Deus, entendo que não deve ser permitido o aborto. Além do mais, nossa legislação já prevê casos específicos. Mais do que liberar a morte de vidas inocentes, devemos educar o povo e, claro, sendo inevitável ceifar vidas para preservar outras (ex: risco de morte da mãe ou do bebê) isto não poderá ser tratado como crime. É um tema polêmico e merece muita reflexão. Todavia, insisto que mais do que permitir o assassinato de inocentes é necessário educar homens e mulheres para não gerarem vidas irresponsavelmente.


    • Matheus Cunha Duarte Silva Já é regulamentado: é crime! É assassínio! A não ser no caso em que aquela gestação ocasione perigo de morte à mãe, caso em que atua como verdadeira LEGÍTIMA DEFESA, sendo permitido, portanto, o rompimento da gestação, com a posterior morte do ser humano.

    • Matheus Cunha Duarte Silva Prevaricação não é saúde pública. Educação? Já se passou o tempo em que as pessoas acreditavam que os filhos vinham da cegonha, por favor, vamos nos respeitar!

    • Marcelo Silva
      Fugi do satânico propósito de sufocar os rebentos do próprio seio, porque os anjos tenros que rechaçais são mensageiros da Providência, assomantes no lar em vosso próprio socorro, e, se não há legislação humana que vos assinale a torpitude do infanticídio, nos recintos familiares ou na sombra da noite, os olhos divinos de Nosso Pai vos contemplam do Céu, chamando-vos, em silêncio, às provas do reajuste, a fim de que se vos expurgue da consciência a falta de indesculpável que perpetrastes.

      Emmanuel


    • Cláudia Maria Quintana Castro
      Marcelo Silva e Matheus Cunha Duarte Silva considero muito o que vocês falam e respeito os valores de ambos, agora é muito cômodo manter o aborto na clandestindade e alicersando isso nos valores morais e religiosos. O meu raciocínio é para a regulamentação além da já existentes. Jogar as mulheres que optaram por interromper uma gestação em um porão de clínicas clandesinas é tão desumano quanto qualquer outro ato contra a vida e a integridade física e moral.


    • Marcelo Silva
      Os seres humanos encarnados não têm o direito de impedir o reencarne de seus irmãos. Compreendo sua posição e entendo que o Estado deve tomar providências para coibir tais práticas, educando e esclarecendo aos ignorantes. Todavia, não pode permitir ou patrocinar o aborto pura e simplesmente. Inclusive, entendo que a pena deve ser agravada, paralelamente à instituição de um programa de educação sexual aos jovens e adultos. Compreendo a gravidez indesejada como um problema social que abrange educação e saúde.


    • Cláudia Maria Quintana Castro Aí é que tá Marcelo Silva. O aborto não pode ser visto como um ato leviano por ninguem. É um assunto muito sério, para dizer qe não e ponto final. Regulamentar, com políticas públicas, ao meu ver inclui também educação, prevenção e todo o pano de fundo do tema.

    • Marcelo Silva
      As crianças e os jovens têm que saber que Deus nos concedeu o dom de gerar outras vidas e que isto, mais do que tudo, deve ser feito com muita responsabilidade. Como é lindo o amor de um filho desejado e o laço que se forma entre pais e filhos dura pela eternidade. Entre pais e filhos abortados ou indesejados se estabelecem relações terrivelmente conflituosas que custam a se resolver, gerando muito sofrimento. Acho fundamental a educação sexual e a inclusão social como remédio para este tipo de problema.


    • Marcelo Silva
      Costumo dizer que o único amor incondicional é o que temos eu e meus filhos. Eles me amam por ser seu pai e eu os amo por serem meus filhos, apenas isso. É o amor que não necessita de condição ou estado de espírito para existir. Amamo-nos e pronto e isto basta. Nossos laços são eternos e somos espíritos que se amam para o todo e sempre. Nesta encarnação, sou o pai, mas quem disse que já não fui o filho arteiro em outras vidas. Entendo que tudo nesta existência faz parte de um grande aprendizado e quando nos damos conta disso, nossas vidas ficam mais felizes. Principalmente, pois nossa relação: pai e filhos, é regada de AMOR INCONDICIONAL e iluminada pela luz desse AMOR!


    • Matheus Cunha Duarte Silva
      Me baseei em direito humano: o direito à vida. Aborto ilegal é crime! Se optaram por cometer um crime e desrespeitar a lei, devem assumir os riscos de seu ato. Como eu disse, é despenalizado se for para salvar a própria pele ou em caso de estupro.

      Se for pelo teu raciocínio (de que existem problemas sociais advindos do não cumprimento da lei), temos que soltar os presos, pois vejam que situação degradante a deles lá no presídio: sujo, imundo e apertado... com doenças, iniciação ao crime, etc... em tuas palavras
      "é tão desumano quanto qualquer outro ato contra a vida e a integridade física e moral"!!!!


    • Marcelo Silva
      Caro Matheus, toda generalização é burra. Estávamos falando de aborto e não do cumprimento de penas, não podes misturar temas tão diferentes e polêmicos. Quanto ao cumprimento de penas no Brasil, concordo contigo e mais, entendo que ferem os direitos humanos. Pena tem um sentido jurídico, social, técnico e deve servir para os seus propósitos e não para o suplício dos apenados. Em meu entender, todos os apenados devem ter tratamento psicológico, assistência social, educação e trabalho, a fim de que compreendam a gravidade dos seus erros, mas que lhes sejam apontados caminhos para sua recuperação. Entendo que as penas devem ser cumpridas, preferencialmente em celas individualizadas e em condições dignas. Em pleno terceiro milênio não podemos mais aceitar jogar pessoas em verdadeiros calabouços.


    • Marcelo Silva Era isso, fico feliz em ter debatido com pessoas inteligentes e interessadas nos problemas humanos. As pessoas deveriam usar melhor este espaço para debates. Fico contente em ter participado de um debate tão elevado com pessoas que, com certeza, contribuíram para o meu aprendizado sobre as questões discutidas. Agora tenho mais argumentos. Obrigado.

    • Marcelo Silva Nosso debate deveria ser reproduzido em texto e veiculado para o mundo! (rsrsrsrsrs)

    • Matheus Cunha Duarte Silva
      Te enganas! Não generalizei nem misturei os assuntos. Eu quis mostrar o seguinte: se formos fundamentar uma ideia com base na situação das pessoas e nas consequencias advindas do descumprimento da lei, então, pelo mesmo raciocínio, poderíamos soltar os presos, pois eles estão numa situação horrível justamente por terem descumprido a lei!

      Ou seja, as mulheres em condições horriveis em clinicas clandestinas estão lá justamente porque estão burlando a lei (assim como as clínicas), porque a lei proíbe o aborto! E, na minha opinião, isso não é subsídio para legalizar o assassínio de indefesos, pois, como eu disse, todos tem o direito à vida!

      Não é a mãe em primeiro lugar, é a vida em primeiro lugar!


    • Matheus Cunha Duarte Silva Vou copiar esse debate e expor em meu blog! :)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

PONTO DE VISTA

Exatamente como enxergo as coisas... impressionante como o vídeo me caiu como uma luva!


Grande Carl Sagan!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

MORDE E ASSOPRA DEPOIS
A prova irrefutável que:

1. a publicidade consegue - efetivamente - induzir as pessoas ao consumo! (portanto, nem eu, nem você, nem ninguém está livre de desesperadamente achar que precisa de alguma porcaria)

2. as corporações transnacionais e os bancos mordem e assopram depois! (ou seja, facilitam o crédito - com juros corruptos altos - induzem ao consumo irracional e depois fazem um vídeo hipócrita)

Não sei o que é pior: se é ver a artista achando que fala a linguagem popular (em outros termos, como se se dirigisse à ignorantes ou crianças) ou se é ter que verificar que uma pessoa ou um povo necessita de um vídeo desses...
 

terça-feira, 6 de dezembro de 2011


EDUCAÇÃO BÁSICA x MERCADO DE TRABALHO
(ou Cada Um No Seu Quadrado)

Depois dizem que sou crítico. Me desculpem os irritados, mas não tem como não o sê-lo. Recentemente pude ler neste Jornal notícia informando que os professores se reuniram e discutiram acerca das reformas no ensino médio.

Novamente – e com pesar – me deparo com a famosa e infeliz máxima do “temos que preparar os jovens para o mercado de trabalho”. Vejam o que disse uma das professoras citadas na reportagem de 06 de dezembro: “as pessoas precisam se preparar cada vez mais para garantirem seu espaço no mercado de trabalho”. Antes, uma outra havia comentado que “não prepara para o Enem, nem para concursos”.

Mercado de trabalho, mercado de trabalho, mercado de trabalho. Isso virou uma espécie de mantra para qualquer coisa que se faça na vida. Ora, a educação não é uma indústria de peças para o automóvel, em que as peças são as crianças e adolescentes e o automóvel é o mercado de trabalho!

Está na hora da classe docente reivindicar o seu exato lugar na sociedade, que é o de formar consciências críticas e pensantes! O mercado de trabalho que se preocupe consigo próprio – e diga-se, já dispõe de bastante ferramentas para isso – e deixem a educação aonde ela deve estar, ou seja, no princípio formador de cidadãos.

O mercado se garante, com certeza: tem opção de garantir estágios, bolsas remuneratórias de pesquisa, primeiros-empregos, cursos técnicos, faculdades. Enfim, existem um sem número de alternativas que o mercado disponibiliza – inclusive ensino privado subsidiado – para a formação técnica e científica das pessoas.

Não sou pedagogo, mas penso que a educação básica de um povo, ou seja, educação à crianças e adolescentes, deve se voltar, prioritariamente, à formação crítica e pensante desse povo, e não torná-los instrumentos para o mercado de trabalho.

As pessoas é que devem, depois de formadas, ou seja, conscientes e pensantes, buscarem seu lugar ao sol, exercendo suas liberdades para decidirem o que desejarão fazer, em quê se qualificar, dentro de seus gostos particulares, suas dotações, circunstâncias e capacidades.

Como disse José Saramago, em reportagem no site português Manuscritos Digitais, em artigo entitulado “A Democracia é uma piada”, publicado em 05 de dez de 2011: “O ensino não foi preparado para a massificação e o resultado é que, no fundo, o que importa é lançar ao mercado de trabalho jovens”.

Professores: deixem que o mercado busque as suas peças! Ele já é bem grandinho (até demais por sinal) e sabe bem o que fazer. Preocupem-se em formar pessoas conscientes, dotadas da extraordinária capacidade de refletir, e deixem que papagaios sejam somente belos pássaros na natureza.
Data Magna da Humanidade?

Respeito as pessoas que tem opiniões como a da leitora Iracema dos Santos Martins, na Carta ao Leitor da edição de Segunda (05 dez) do Jornal Agora (local), que tratam o natal como "data magna da humanidade".

Mas eu acho que nós ditos "ocidentais" temos que acabar com esse "umbiguismo" (ou cegueira) de considerarmos que temos o ápice da humanidade, em termos civilizatórios: temos a data magna da humanidade, o regime de governo mais avançado, a melhor forma de Estado, o melhor tipo de organização econômica, a cultura mais avançada, temos direitos humanos, etc (como se nossa civilização efetivamente respeitasse os direitos humanos e não cometesse nenhuma atrocidade, também).

Agora, o maior umbiguismo que podemos ter é considerar que o "redentor da humanidade" (veja bem, da humanidade!) e "salvador único" de todas as almas é pertencente a religião dominante da nossa colonização, ou seja, da "nossa" religião. Desse modo, consideramos que todos os demais seres divinos dos outros povos tem menor importância, já que desprovidos do poder redentor. Assim como interpretamos a vida humana na terra como algo que tenha, necessariamente, que passar por alguma espécie de redenção!

E as outras formas de interpretar o cosmos e a Divindade? E as outras formas de interpretar o mistério da vida? “Ah! não.. essas formas aí são de terroristas, ou de outras culturas longínquas, ou de pessoas ignorantes e primitivas... o redentor é nosso!”. Para mim, esse é o primeiro passo para o preconceito, intolerância e racismo, sob todas as formas.

É preciso entender que o natal comemorado no dia 25 de dezembro nem ao menos é data primitivamente Cristã, e sim pagã! Depois é que a Igreja a incorporou, por motivos outros, sabe-se lá quais. Dizem os estudiosos que Jesus teria nascido até mesmo por meados de abril.

Então, eu acho que é hora de aproveitarmos essa "onda natalina" e sermos mais humildes com relação às nossas crenças que, ao final, são crenças e, por assim ser, não podem ser tratadas de forma diferente da de outros credos espalhados por esse enorme e bonito rincão chamado planeta terra.

E, por favor, aos que servir: tentem enxergar nessa festa originalmente pagã algo além daquela promoção para comprar a TV, presentes dados de maneira obrigatória à parentes e afins, aumento nas vendas e nos lucros, folga no trabalho, oportunidade para "encher a cara", reunião burocrática de família que praticamente não se fala o ano inteiro, entupir crianças de brinquedos, e o transformem em algo efetivamente real e mágico!

Aproveitem que na infância se acredita nessas ilusões e façam valer o momento precioso e mágico que é ser criança! Quem sabe com isso não se retorne, por algum momento, para lá?
 A VIDA PODE SER MAIOR QUE CRENÇAS DOGMATIZADAS...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Tudo tem um tempo próprio
    1Existe um tempo próprio para tudo, e há uma época para cada coisa debaixo do céu:
    2um tempo para nascer e um tempo para morrer; um tempo para plantar e um tempo para colher o que se semeou;
    3um tempo para matar, um tempo para curar as feridas; um tempo para destruir e outro para reconstruir;
    4um tempo para chorar e um tempo para rir; um tempo para se lamentar e outro para dançar de alegria;
    5um tempo para espalhar pedras, um tempo para as juntar; um tempo para abraçar, um tempo para afastar quem se chega a nós;
    6um tempo para andar à procura e outro para perder; um tempo para armazenar e um para distribuir;
    7um tempo para rasgar e outro para coser; um tempo para estar calado e outro tempo para falar;
    8um tempo para amar, um tempo para odiar; um tempo para a guerra, e um tempo para a paz.
Eclesiastes 3:1-8

Hoje, sei que estou em um tempo extraordinariamente tangível para mim. Nunca tive tanta clareza de propósitos quanto os que agora tenho. Basta-me a dedicação e, é claro, o tempo.

O tempo é o maior mestre da paciência. A paciência é a virtude que sustenta em nós a perseverança. E a perseverança é o combustível que nos faz lutar, porque acreditamos que conseguiremos vencer!

O tempo agora é de dedicação, esforço, sacrifícios,renúncias, coragem e disciplina.

Me ausentarei um bom pedaço de tempo, porém, alcançado ou não o sucesso, postarei algo aqui.

Começo a navegar pelo tempo. O rumo é um só. Força!
Partiu pro ataque. Que eu mereça receber auxílio divino.

Aquele abraço!